Celular Android barato é a categoria em que mais gente se arrepende da compra. O aparelho chega bonito, com "128 GB" e "50 MP" na caixa, e seis meses depois o WhatsApp demora para abrir e a câmera leva dois segundos para bater a foto. O problema quase nunca é a marca: é o processador e a quantidade de atualizações que o fabricante promete.
Separamos seis modelos que estavam à venda no Mercado Livre em outubro de 2026 entre cerca de R$ 700 e R$ 1.200, com o que cada um faz bem e onde ele economiza. Se o seu teto é um pouco maior, o guia de celular até R$ 1.500 cobre a faixa de cima.
O que separa o barato que dura do barato que trava
Três itens decidem se um Android de entrada aguenta dois ou três anos de uso:
- Processador: nessa faixa, o MediaTek Helio G99 ainda é a referência para uso diário fluido. Chips como o Helio G81 dão conta de WhatsApp, redes sociais e banco, mas sentem mais com jogo e com muitos apps abertos.
- Política de atualização: a Samsung promete seis anos de atualizações para o Galaxy A07. É o dado mais importante da lista, porque atualização é o que mantém o banco e o app de pagamento funcionando.
- Memória: 4 GB de RAM é o mínimo aceitável hoje; 128 GB de armazenamento é o ponto de partida. A "RAM virtual" que aparece no anúncio ("4 GB + 4 GB") usa parte do armazenamento e não equivale a memória de verdade.
O que importa menos do que parece: o número de megapixels. Um sensor de 50 MP com processamento fraco tira foto pior, à noite, do que muito sensor de 12 MP de celular intermediário.
Os 6 modelos, do mais barato ao mais completo
Xiaomi Redmi A5 (4 GB + 128 GB)
O mais barato da lista e o mais vendido da faixa. Tela grande de 6,88 polegadas com 120 Hz e bateria de 5.200 mAh, que segura um dia inteiro sem esforço. O processador Unisoc é o ponto fraco: serve para o básico, não para jogo. Para quem quer um celular para mensagem, chamada de vídeo e banco, resolve.
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Samsung Galaxy A07 (4 GB + 128 GB)
Lançado em setembro de 2025, é o barato mais equilibrado: Helio G99 de 6 nm, tela de 6,7 polegadas, câmera principal de 50 MP, bateria de 5.000 mAh e a promessa de seis anos de atualizações. A tela é HD+, não Full HD, e esse é o preço da longevidade. Era o modelo com mais anúncios ativos no catálogo em outubro.
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Motorola Moto G06 (4 GB + 128 GB)
A aposta da Motorola para a mesma faixa: tela de 6,88 polegadas com 120 Hz, bateria de 5.200 mAh, Android quase sem aplicativos extras e o Helio G81. Faz sentido para quem prefere a interface limpa da Motorola e não joga.
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Xiaomi Redmi 15C
O "bateria primeiro" da lista. A versão vendida aqui traz até 8 GB de RAM e 256 GB, e a bateria grande com carregamento de 33 W é o argumento principal. Mesmo processador de entrada da família Helio G81, então o foco é autonomia, não desempenho.
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Motorola Moto G15 (256 GB)
O diferencial é a tela Full HD+ de 6,7 polegadas, mais nítida que a dos rivais HD+, e 256 GB de armazenamento, bom para quem guarda muita foto e vídeo. Tem NFC em boa parte das versões; confira no anúncio se você paga com o celular.
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Motorola Moto G35 5G
O único 5G da lista. Tela Full HD+ de 120 Hz e câmera principal de 50 MP. Se você mora em cidade com cobertura 5G e pensa em ficar três anos com o aparelho, ele é a compra mais à prova de futuro deste guia.
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Qual comprar: por perfil de uso
A escolha fica simples quando você parte do uso, e não da ficha técnica:
- Para os pais ou avós, uso básico: Redmi A5. Tela grande, bateria longa, preço mais baixo.
- Para durar o máximo de anos: Galaxy A07, pelas seis gerações de atualização.
- Para quem passa o dia fora de casa: Redmi 15C, pela bateria.
- Para ver vídeo e guardar muita coisa: Moto G15 com tela Full HD+ e 256 GB.
- Para quem quer 5G sem gastar muito: Moto G35 5G.
Se a ideia é jogar Free Fire com gráfico decente, nenhum dos seis é a escolha certa: o nosso guia de celular para jogar Free Fire mostra o mínimo que vale a pena.
Ciladas comuns em celular barato
Versão importada sem garantia: anúncio com "versão global" pode ser legítimo, mas confirme se o vendedor dá garantia no Brasil e se o aparelho é homologado pela Anatel. Sem isso, um defeito vira dor de cabeça.
Modelo de dois anos atrás com nome parecido: Redmi 13C, Moto G14 e Galaxy A05 ainda aparecem com desconto. Às vezes compensam, mas confira a data de lançamento antes, porque o tempo de atualização já está correndo.
Kit com "brinde": fone e capinha genéricos inflam o preço. Compare sempre o valor do aparelho sozinho.
Preço e onde comprar
Em 19 de outubro de 2026, os anúncios novos no catálogo do Mercado Livre iam de cerca de R$ 680 a R$ 990 para o Redmi A5, de R$ 770 a R$ 990 para o Galaxy A07, de R$ 800 a R$ 1.040 para o Moto G06, de R$ 940 a R$ 1.230 para o Redmi 15C de 256 GB e de R$ 1.040 a R$ 1.200 para o Moto G35 5G. Celular de entrada oscila muito em semanas de promoção, então confira o preço do dia nos cards acima antes de fechar.
Veredito
Se for para escolher um só, fique com o Samsung Galaxy A07: não é o mais barato nem o mais rápido, mas é o que tem mais chance de ainda funcionar bem em 2029. Se o orçamento é o mais apertado possível, o Redmi A5 entrega o básico com folga. E se você consegue esticar até perto de R$ 1.200, o Moto G35 5G é o salto que mais aparece no dia a dia.